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terça-feira, 26 de julho de 2011

Le Théâtre

Você acha isso chato? MESMO?
Eu não vou acusar você [seja você uma pessoa ou uma pessoa do bem]. Juro. Cada um tem seu gosto.
Mas veja você. O teatro, já expressei anteriormente, é a manifestação artística-corporal mais perfeita da humanidade. Por isso eu incluo circo na categoria de teatro - mesmo sem rotunda figurativa.
Quem gosta de Cats?
Ora, vamos. Gosta sim. Eu fui assistir com minha mãe e ela não gostou. Ou melhor - disse que adorou as músicas, a iluminação, a maquiagem, o figurino e a atuação: só odiou a história. Nas minhas contas, 5/6 de algo é maioria, então, em resumo, ela gostou. Cats é assim. Você não pode desgostar de tudo. É como Roberto Carlos: você, como eu, pode abominar, mas de alguma música você gosta.
O teatro é tão mágico [perdão pela apologia: vocês gostam de teatro mágico?] que na antiguidade egípcia [sim. na aula de teatro, eu aprendi que ele surgiu no Egito, apesar de na Grécia ser mais famoso] ele era tido como um ritual para agradar os deuses. Na Grécia, a mesma coisa, só que tinha função de entreter.
O teatro na atualidade tem tido a idéia de cult-cultural, mesmo não tendo nada a ver. O teatro é BEM mais barato que o cinema, tem vários espalhados na cidade e qualquer pessoa deveria assistir, até mesmo porque, se é por elitismo, os atores do cinema são muito mais ricos e famosos do que os do teatro.
To sum up, queridas pessoas, vão o mais rápido que puderem para um teatro. E de preferência, assistam Cats.

Adieu.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Cisne Negro

A verdadeira formação do personagem


Eu imagino, pessoas e pessoas do bem, que vocês já tenham ouvido do filme que vai sair no Oscar hoje, não? Na verdade, eu nunca dividi vocês melhor em "pessoas" e "pessoas do bem" do que hoje, quando falarei deste filme.
Quem nunca assistiu O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, não sabe o que é um ballet de verdade. A dança é uma metamorfose do começo ao fim, desde cenicamente, até maquiagem, figurino e estilo de dança. A pureza do cisne branco se deve aos movimentos precisos e leves, com uma grandiosidade sublime. O cisne negro, por sua vez, perde a precisão dos movimentos e se enche de sentimentos pesados, como inveja, rancor, e perde sua precisão para dar lugar a uma sedução encantadora. A direção de Darren Aronofsky, no filme, não é coisa pra se brincar. Como ator, eu tenho uma dificuldade extrema de me concentrar no personagem cem por cento das vezes. Uma das tecnicas, criticada por muitos, é entrar nos sentimentos por antecipação, vivendo eles, para que a mudança do personagem se dê naturalmente. O filme mostra como isso é perigoso. A vivência do papel é uma verdadeira faca de dois gumes tanto para você como para todas as pessoas do seu redor.
O filme não perde para o ballet. Muito pelo contrário, passa uma imagem quase exata da tensão de uma companhia teatral às vésperas de um espetáculo ou de uma temporada. É um peso. Eu estive no último novembro, no Teatro barreto Júnior, no Recife, com o espetáculo Eliom. Eu achei pesado, mas uma temporada, ainda mais com a prescisão de um ballet, onde tudo é sincronizado, não parece ser mais fácil. O contrário é uma escrição mais exata. A metamorfose do cisne, no final, é tão exata que deixa a todos abismados.
Paro por aqui, para não dar spoiler. Eu sou da opinião que você deve ver esse filme sem saber de nada, absolutamente nada. No nivel de brilhantismo e thriller psicológico de A Laranja Mecênica e Ensaio Sobre a Cegueira., é um filme que DEVE ser visto. Natalie Portman merece esse Oscar mais que qualquer pessoa! Então, pessoas e pessoas do bem, gastem seu dinheiro e vejam esse brilhantismo. E depois comentem para eu saber se vocês são cisnes negros ou brancos.

Au Revoir, God Bless you All.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Café com os Bórgias.



Pessoas e pessoas do bem,

Sabem, eu acho incrível, estava refletindo hoje, a falsidade. Vamos, não me apedrejem. Não é bacana, digno, supimpa nem nada. Só incrível. Você olha pra uma pessoa, conversa, bate altos papos enquanto tenciona colocar veneno no seu pirão.
Vamos lá, isso não é novidade, façam um esforço, pessoas sem nenhum pecado. Você não gosta de Cicrana. Adora falar mal dela, acha ela a padricinha metida a besta do pedaço. Acha Etevaldo o galeroso mais tosco que a terra já ruminou, mas na frente deles é só beijo e abraço, quando na verdade, deveria ser xau e benção.
Como eu disse em outro post, não é a máscara que nós pomos que nos faz perfidamente cênicos, tão bons como qualquer Sean Connery e Shirley Templar? Venhamos e convenhamos, não somos sinceros, e então, como é que nos comportamos sobre isso?



Legal. Você acaba de descobrir que é mal >=). Está arrasado(ou se faz, afinal, você é um cínico.)! Como se sente. Arrasado. O que você quer? Arrasar os outros. Vamos para um colégio público, no interior do Acre, se é que existe vida lá. E existe. Um grupo de patricinhas está ocupado em segregar minúsculos projetos de usuárias de salto-plataforma. Como elas se sentem? Mara! Loucas da vida. Humilham os outros e se acham as divas-glamurosas-edwardglitterculllen do pedaço. Digníssimo? Do ponto de vista sociológico sim. Olhe quanta riqueza processual você tem aí: Bullying, lei do mais forte, panelinhas, maldade contida... E se você observar futuramente, talvez alguma cometa uma Fuga Durkheiniana.

Do ponto de vista sensível é uma catástrofe. Todas as pinkies mereceriam um café digno na prezada compania de Lucrécia Bórgia. Nós segregamos semelhantes, espalhamos discórdia, provocamos conflitos e por quê?

Porque se Couve-flora souber que você não gosta dela, você perderá seu status de popularidade.

Fico por aqui, mas reflitam que falsidade por falsidade, por nao querer ser prejudicado futuramente não é um bom negócio. Do resto você se vira. É contornável.
Não use teatro assim, indigno.

Fiquem com Deus.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A quinta parede Vostök.




Existem pessoas e existem pessoas do bem. Uma dessas é você. E oi a vocês.

Como prometido, amigs, teatro. Mas eu não tenho a mínima idéia de como escrever sobre teatro, então, vai na doida. Primeiro eu gostaria de definir o que é teatro, já que diferentemente de música, teatro é tão vivo que se não for sintetizado por Aurélio, não seria por mais ninguém. Mas não quero sintetizar, quero transformar, aumentar, dimensionar de forma colossal o teatro vivo da alma.
Um pouco de história: O teatro surgiu, afirmam estudos, no Egito, como forma de culto, mas pouco se sabe sobre esse teatro. O teatro passa ao seu conhecimento no mundo clássico pela mão dos cultos a Afrodite e Apolo, na bela antiga Grécia. Anfiteatros, falas decoradas, nada de emoção, improviso ou ensaio único, isso permaneceu até os mambembes da idade média, mas nunca deixou de ter vida. Imaginem agora.

O teatro, puxa o calor, do público, aflora as emoções ao ponto em que você não sabe o que é real, o que é imaginável, imaginário e dimensionável, porque de tão colossal, o teatro acaba passando a dimensao exagerada, mas ainda assim plena, dos mais profundos sentimentos humanos, quantas paredes o consiente atravessa até o papel pleno? Até quando você é morto por um leão de personalidade pra formar um personagem?



O documentário de Eduardo Coutinho "Jogo de Cena", que eu assiti um trecho ontem, é a perfeita expressão do personagem. Como a Medéia é plena em ação, como a vida é interpretada, como é a síntese da vida de uma pessoa em um olhar, para enterpretar e empatizar em tudo com a pessoa? Francamente, pessoas e pessoas do bem, não tenho eu como olhar para isso sem me emocionar, e ver como é a essencia da personalidade humana, que, acima de qualquer suspeita, é uma caixinha de surpresa.

Vejo ainda, como na acidez do cotidiano, em meio a chefes, chefas, políticas e carros com auto-falantes que tocam Maria Cecília e Rodolfo, as pessoas tem tempo para montar suas máscaras requeridas em todo e qualquer ponto do seu cotidiano, em cada meio e ambiante, em cada face da sociologia presente, em cada lugar, até na barriga da mãe, onde você se passa por meigo bebê, quando na verdade é um sádico babyssauro chutando impiedosamente a barriga de sua mama. Você adora mascarar, atuar, e não pode fugir dos holofotes que o cercam, a cada um dos cinco elementos que te rodeiam.

A cada uma das cinco paredes, onde você é morto por um leão, e tem que reconstruir a máscara da vida de cinco em cinco minutos, sobre uma face esgotada.

Bem, não entendo vocês, mas eu mesmo adoro viver e adoro atuar, mostrando vida e matando leões, turbulências, engolindo sapos, engolindo sábados a fio, e até mesmo aguentando quem põe Batidão Sertanejo no volume máximo. Eu não me importo, eu vivo a vida que Cristo me deu, e eu vivo feliz, mesmo que tenha que aguentar tudo por ele, e eu atuo por ele.

Minhas saudações,

.


PS: Quem mandou uma mensagem falando do show de Restart dia 27 na Nox, ganhou de presente a cova 326 do Cemitério dos Ingleses. Faça bom uso.